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OLHOS
DA NOITE
Olhei
nos olhos da noite E
só vi angústia. Por
mais que procurasse um amigo, Só
encontrei solidão.
E
como a alma da gente Não
vive de tristeza Fugi
da escuridão, sem lua
Para
não sentir meus olhos cegos.
Frente
à luz da vida Vaguei
pelo vazio da saudade Sem encontrar esperançaPara
os meus próximos dias.
Somente
o presente era minha realidade. O
futuro estava longe demais Para
vê-lo ao meu modo. O
passado morreu na poeira do tempo. Sem
deixar sequer a lembrança do que fui.
Aparecida Benedita Pereira da Silva Publicação autorizada pela autora via e-mail. E-mail : aparecidapbs@uol.com.br
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