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ÚLTIMA CIRANDA
As
folhas secas estavam caídas pelo chão e
um vento repentino veio e as fez rodopiar. Rodopiaram
como se fosse a última Ciranda
daquele outono que já se ia.
Eu
também estava assim caída, Quando
as idéias rodopiavam em mim Assumindo
a responsabilidade de ser gente, Levantei
e entrei pela ciranda do cotidiano.
Rodopiando
com passos firmes e braços abertos, Consegui
sorrir entre buzinas e poluição. Olhei
as estações da minha vida e tive certeza De
que não mais existiria fim.
Aparecida Benedita Pereira da Silva Publicação autorizada pela autora via e-mail. E-mail : aparecidapbs@uol.com.br |
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