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DIA
SEM VIDA
Hoje
o dia está sem vida
Com
jeito de malandragem.
Sol
parado, preguiçoso
Sem
vento, sem coragem.
As
ruas estão desertas
Expulsaram
as crianças
espertas
Que
corriam, gritavam alegres
Com
suas pipas no espaço
a voar
Nuvens
tímidas e solitárias
Dançam
pra lá e pra cá
Querendo
a outras se
juntar
Mas
parecem que querem se isolar.
E
nesse vai e vem
Encobrem
o preguiçoso sol
Que
não se importa, só observa.
Vez
ou outra, abre os olhos
Mas
logo volta a dormir.
Valdomiro
Rolim da Costa
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