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CONTRAMOR
Um pouco, estarei aqui; banal, sem ódio, sem rancor. Não mais amor; pitoresca nota universal.
Tudo é amor, e amor não é nada. Um pouco, e conto a migalha, da aventura desejada. O amor é uma fraude; é oposto do ódio. A dupla se aninha.
Por amor se morre, e se mata d'amor. Com a língua de fora, da boca mesquinha.
No amor cabe tudo: uma pessoa, o esporte, o cão (que abundância!), uma ânsia.
Fica-se numa ruela, onde mal cabe dois. Acotovelam-se, pois. Rixas d'amor, gritos de dor. E o amor coitado, é fadário, um fado, coitado, amor, coitado.
A Bondade, não é ilusão d'oiro. Um prato raro, que comemos de luvas, brancas (é verdade). Comemos broas e sardinha. E elogiamos o garçon, que c'os olhos a saltar, na órbita em marinha: - Bondade sua! Bondade!
DON ANTÔNIO MARAGNO LACERDA Prêmio UNESCO/poemas) E_mail: jornaldosmunicipios@ig.com.br
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