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DORES
CALADAS
Morreram
os sonhos E
ficaram as marcas desenhadas No
solitário coração, As
dores caladas, As
palavras adormecidas, Os
lábios cerrados, exaustos.
Morreram
as horas felizes E
ficaram os infindáveis dias tristes Os
momentos apagados
Nos
cansados sorrisos noturnos.
Morreu
a sede do corpo A
fome dos olhos A
fertilidade dos sonhos O
calor desejado. Que
se distanciam no passado.
Valdomiro
Rolim da Costa.
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