MADRUGADAS FRIAS

 

 

 

MADRUGADAS FRIAS

 

 

Horas vadias invadem

As madrugadas frias

Sem pressa, sem sono,

Com calma, tranqüilas.

 

Andam lentamente pelos segundos

Prolongando os silêncios

Das abandonadas praças

Que dormem merecidamente

Renovando-se para um novo dia.

 

Suas  noturnas  vadiações

Aprisionam entre as  protetoras e mortas paredes

Insones exaustos destes contínuos silêncios

Quebrados apenas  pelo insistente tic-tac

Dum velho relógio que não pára.

Cumpre sua missão.

 

 

 

Valdomiro Rolim da Costa

 

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