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NEM SEMPRE
chegou
tão cedo que
abrisse as portas do
meu soar ao
som da vida do
meu quebranto ao
som do espelho do
meu calar.
Nem
sempre o dia me
fez menina me
deu as cores de
ser a paz. Nem
sempre o dia se
fez roseira. Nem
sempre o dia quis
ser capaz de
abrir da noite à
minha beira.
Maria Margarida Ribeiro
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