RIA

 

 

 

 

RIA

 

Ria do meu pranto desesperado

Das minhas dores derramadas

Do meu tempo  desperdiçado

Das  horas a ti dedicadas.

 

Ria de um  coração abandonado

Que   sofre calado

 Com seus gritos sufocados

E ainda continua apaixonado.

 

 

Ria do meu  sofrer

De quem só quis ter amar

De quem  nunca fez por merecer

Este teu súbito desprezar.

 

 

 

Valdomiro Rolim da Costa

Fevereiro - 2003

 

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