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POESIAS EM PARCERIA

VOLTE
 

 


Entre,  fique à vontade
A casa ainda é tua!
Tudo aqui é saudade
Depois que partiste.
 
Veja  nas paredes nuas
A saudade da tua  presença,
Ouça o silêncio vindo dos cômodos,
Sinta o frio intenso que deixaste
Como lembrança neste verão.
 
As  cores  vivas, antes, espalhadas pela casa
Estão morrendo pouco a pouco.
Não há nada que as façam  reviver
Entregaram-se à solidão total.
 
Fale também alguma coisa!
O que vieste fazer aqui?
Embora ouça dos teus olhos, as respostas,
Quero que elas saiam da tua  boca
Para que tudo aqui  sinta a tua presença.
 
Vamos! Estamos esperando !
Só queremos   que voltes
E devolvas  as nossas vidas
Que foram embora contigo.
 
Mas se não queres  devolvê-las,tudo bem!
Volte outras vezes !
E acompanhe  o nosso progresso
Que morre  com a tua ausência.
 

 


  Valdomiro R.da Costa/2002

  

 

 

VOLTAR?

 

 

 

Sim, vou falar, apenas para perguntar:

Para que voltar?
Não valorizastes o que te dei
Era um sentimento tão intenso

um amor tão imenso
e não acreditastes no que falei

 

Coloria nossas vidas com as cores da paixão
Enquanto estive a teu lado,

tuas janelas permaneceram fechadas, 

nunca notastes o arco-íris
que para ti eu desenhei.

Ah! Doce ilusão de amolecer teu coração

 

Aquecia nosso ninho
com todas as formas conhecidas de carinho
Desdenhavas friamente tudo aquilo que criei

Insegurança, medo talvez de confessar

aquilo que eu via em teu olhar

 

Podem meus olhos me trair
confessando o que levo dentro
mas a razão...aquela que  sempre usastes
murmura em meu ouvido  que não

"É tarde!" Ela me diz

 

Vou me embora.
Talvez volte outra hora...

 

 

 

Isar Silveira

 

 

À TUA ESPERA

 

 

 

Esta tua dúvida em voltar

Já me devolve um pouco da vida.

Procurarei corrigir meus erros,

Se é que errei tanto assim

ou se erramos juntos.

 

Sempre acreditei no teu amor

E o valorizei da minha forma silenciosa

Mas só agora noto que fui egoísta

Em não  compartilhar contigo meus sentimentos

Que ficavam calados  em meu coração.

 

Errei em não enxergar e sentir esse suave e intenso

Arco-íris que tanto desenhaste para nós,

Em não ler em teus olhos o quão decepcionada

Ficavas com esta minha distância externa

Que somente agora posso entender.

 

Desculpe-me por estas distâncias

Criadas, sem motivos, entre o nosso amor.

Saiba que as tuas mágoas doem em mim

São dores intensas de culpas

Por tê-la feito sofrer calada.

 

Quero que fiques,

Mas entendo a tua partida.

Estarei à tua espera a qualquer hora

E vamos ser o  que  antes sonhamos.

 

 

 

Valdomiro R.Costa/2002. 

 

 

 

Não será tarde agora?

 

 

 

Talvez não mais sobre tempo

Talvez tenha passado a hora

Confesso,

Ainda sinto teu cheiro

Por vezes sinto saudades

mas voei nas asas do vento

Tornei-me da vida senhora

outra mulher sou agora

Aprendi a domar as lágrimas

e a dor até já foi embora

Erramos tanto ao sofrer calados

Fechamos portas, destruímos pontes

Como voltar? Te pergunto

Viver outra vez lado a lado,

não seria outra vez sofrer juntos?

 

 

 

 

Isar Silveira/2002